sexta-feira, 4 de julho de 2008

O Vendedor Bem Sucedido

Introdução

O processo necessário à realização de uma venda pressupõe várias etapas, e exige a realização de uma série de ações que, juntas, irão conduzir este relacionamento comercial a um fim previsível e satisfatório às duas partes do sistema de vendas: o comprador e o vendedor. Num processo de vendas adequado, tanto quem compra como quem vende têm necessidades, desejos e interesses, que precisam ser conciliados para que o resultado seja uma relação ganha-ganha e este relacionamento continue além daquele contrato inicial, e possa manter-se em uma relação de parceria e fidelização vantajosa para as duas partes.

Existem várias maneiras de organizar o processo de uma “venda bem sucedida”. Iremos apresentar um destes modelos que, apesar de ter uma configuração simples e de fácil compreensão, será bastante eficaz na efetiva concretização de uma venda.

Inicialmente é preciso definir o que entendemos como “venda bem sucedida”. Como dissemos, num processo de vendas devemos buscar o resultado do tipo ganha-ganha, para que tanto o comprador tenha suas necessidades, desejos e anseios atendidos, a um preço adequado, quanto o vendedor também consiga realizar seus objetivos profissionais, que vão além de fechar um simples contrato. Para o vendedor é fundamental, a longo prazo, transformar este cliente numa fonte de novos negócios.

Podemos dividir este processo de em 5 etapas básicas, que conduzirão vendedor e comprador, gradativamente, a um relacionamento cujo resultado final será o atendimento dos objetivos tanto de um como do outro. As etapas são as seguintes:

• Planejamento
• Conhecimento do mercado
• Técnica de vendas
• Enfrentamento de objeções
• Fechamento da venda

Planejamento

O planejamento é a base do trabalho de um profissional bem sucedido. Sem traçar objetivos, metas, definir ações, agendar compromissos e fazer sua agenda diária, o vendedor não poderá esperar um resultado satisfatório de seu trabalho. Não haverá previsibilidade nos resultados, portanto o primeiro passo é: “Planeje seu trabalho e trabalhe seu plano.”

Conhecimento do mercado

Na segunda etapa, o vendedor precisa conhecer o seu cliente e suas necessidades, precisa conhecer o produto que vende e todos os benefícios que o mesmo oferece aos seus clientes, precisa conhecer o mercado, os concorrentes e as tendências em seu setor de atividade. Assim, estará melhor preparado para oferecer aquilo que o cliente precisa, mostrando os benefícios, e superando objeções e eventuais comparações com os produtos concorrentes.

Técnica de vendas

Na terceira etapa estudaremos a técnica de vendas denominada A.I.D.A, que significa: Atenção, Interesse, Desejo e Ação. Veremos que em todo o processo de venda precisamos chamar a atenção do cliente para nossa proposta e para nosso produto. Em seguida apresentar o produto de forma a despertar interesse no cliente, mostrando aspectos que lhe digam respeito e, na fase mais importante, apresentar o produto em termos dos benefícios que este produto poderá trazer ao cliente. Na última fase é preciso observar o momento oportuno para levar o cliente a tomar uma decisão: a decisão de compra, ou “ação”.

Enfrentamento de objeções

Esta é uma etapa crítica em que a maioria dos vendedores sente grande desconforto. É quando o cliente começa a apresentar objeções. Muitos vendedores encaram as objeções como uma resistência à sua própria pessoa e reagem inadequadamente nesta fase da venda, principalmente quando estão diante de “clientes difíceis”. É preciso aprender a superar as objeções e transformá-las a seu favor.

Fechamento da venda

Esta etapa coroa todo o processo da venda. Se as etapas anteriores forem realizadas adequadamente, o vendedor terá todas as chances de facilmente fechar a venda. No entanto, existe uma serie de dicas que podem facilitar, e muito, a superação desta fase.

Portanto, convidamos a todos os profissionais a conhecerem mais profundamente estas cinco etapas básicas de um processo de vendas e a incorporá-las ao seu dia da dia, para se transformarem em vendedores de sucesso.

Nos próximos dias iremos publicar uma série de artigos para aprofundar estes conceitos. Convidamos os leitores a acompanharem esta matéria.

Ari Lima
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Plano de Carreira e Gestão de Negócios Para Profissionais de Saúde

Plano de Carreira e Gestão de Negócios Para Profissionais de Saúde

Introdução

O planejamento de carreira e o desenvolvimento de um plano de negócios passam a ser, cada vez mais, condições necessárias para o sucesso dos profissionais da área de saúde. Médicos, psicólogos, dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e demais profissionais da área precisam não apenas saber planejar cuidadosamente cada passo necessário ao desenvolvimento de suas carreiras, mas também necessitam saber montar um consultório ou clinica, o que exige conhecimento de gestão e negócios. O marketing pessoal não é apenas um conceito vago, mas uma exigência para o profissional que quer estabelecer sua marca no mercado.

Em geral os profissionais do setor de saúde têm pouca formação nas áreas de gestão e marketing, o que dificulta muito o desenvolvimento de suas carreiras. Além disso, sabermos que estes conceitos precisam de uma adaptação para o setor, visto que a área de saúde tem particularidades no que diz respeito ao marketing e exige uma conciliação com o código de ética de cada profissão. O cliente na saúde é antes de tudo um paciente, ou seja, uma pessoa que está passando por algum tipo de sofrimento, e esta situação exige uma postura profissional adequada.

É comum recebermos em nossos treinamentos, profissionais do setor que, recém-formados ou não, buscam estabelecer um consultório, e têm as mesmas dificuldades iniciais: como conseguir clientes? Como construir um negócio viável? Quais são os primeiros passos necessários? Ou então: meu negócio está “parado”, como possa melhorar a freqüência de clientes? Como conseguir clientes lucrativos para o meu consultório?

Estas são as perguntas mais freqüentes, mas não são as únicas questões essenciais. Existem muitas outras que precisam ser respondidas para transformar sua profissão num negócio lucrativo e capaz de realizar seus planos pessoais e profissionais.

Vamos iniciar a partir de hoje, uma serie de artigos para apresentar um conjunto de idéias, conceitos e dicas que poderão nortear o desenvolvimento de um plano de carreira e gestão de negócios para os profissionais da área de saúde.

Para facilitar o entendimento, dividimos o plano em 7 etapas básicas, que serão apresentadas a seguir:

• Planejamento das ações.
• Auto-Conhecimento.
• Conhecimento do mercado.
• Desenvolvimentos de estratégias competitivas.
• Desenvolvimentos de competências essenciais.
• Desenvolvimentos de ações de marketing.
• Desenvolvimento de sistema de gestão e controle.

Planejamento das ações

A base de nosso plano é o planejamento. Para isto, será necessário traçar objetivos e metas a serem alcançadas a curto, médio e longo prazo e definir um cronograma de ações a serem realizadas. Definir os investimentos necessários em termos de tempo, gastos financeiros e estudos, entre outros e, finalmente, definir a data para início dos trabalhos.

Auto-Conhecimento

Após a realização do planejamento, o passo seguinte será uma auto-análise, para conhecer melhor seu potencial e seus recursos. Será preciso conhecer suas habilidades e competências técnicas e comportamentais, e adaptá-las às exigências de mercado. Habilidades como: comunicação e relacionamento interpessoal, capacidade de negociação, conhecimento técnico específico na área em que irá atuar, entre outras competências, serão essenciais dentro de sua estratégia competitiva.

Conhecimento do mercado

Nesta fase, será necessário fazer uma pesquisa de mercado para: definir o melhor foco de atuação, conhecer os principais concorrentes e o que estão fazendo para competir no mercado, conhecer as tendências, as necessidades e expectativas dos clientes em relação ao produto ou serviço que está sendo oferecido, e quais as oportunidades que estão surgindo e que poderão surgir no mercado nos próximos anos.

Desenvolvimentos de estratégias competitivas

Com base nos dados da pesquisa das etapas anteriores, deve-se, nesta etapa, elaborar uma estratégia competitiva, definindo um ou mais focos de atuação, a melhor área geográfica, os clientes ideais e a melhor forma de captá-los, conquistá-los e construir um relacionamento permanente com estes clientes-pacientes.

Desenvolvimentos de competências essenciais

Nesta etapa, o profissional começará a fazer as adaptações necessárias, do ponto de vista de suas competências, para melhor atender as demandas de mercado e necessidades de clientes. Pode ser necessário fazer algum treinamento, curso, leitura, estudo ou outras formas de habilitação para adequar-se às exigências de mercado.

Desenvolvimentos de ações de marketing

Nesta etapa serão definidas as principais ações de marketing que servirão para promover o consultório e a marca do profissional. Ações como a utilização da internet, elaboração de cartão de visitas e folder, escrever e publicar artigos, desenvolver parcerias com outros profissionais e instituições e construir uma networking entre tantas outras ferramentas que irão ser responsáveis pela viabilização do negócio.

Desenvolvimento de sistema de gestão e controle

Finalmente, para que o plano dê certo, será necessário um sistema para gerenciá-lo, ou seja, um conjunto de medidas organizacionais que criarão uma rotina e tornarão seu consultório um negócio organizado com resultados previsíveis.

Estas são as etapas básicas necessárias à implantação de um plano de carreira e gestão de negócios para profissionais da área de saúde. Em geral estes conceitos são fáceis e simples de serem aplicados, bastando para isto que o profissional deseje de fato consolidar seu consultório como um negócio profissional.

Nos próximos dias publicaremos uma série de artigos detalhando melhor este plano de carreira e gestão, como forma de torná-lo acessível a todos os profissionais que desejem obter sucesso profissional.

Ari Lima

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Venda de importados subiu 230% até maio

Associadas à Abeiva acumulam no atacado a comercialização de 10.085 veículos.
Participação dos importados no mercado total de automóveis subiu.

As vendas no atacado das marcas BMW, Effa Motors, Ferrari, Kia Motors, Maserati, Pagani, Porsche e Ssangyong subiram 230% de janeiro a maio deste ano, segundo balanço da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), divulgado nesta quinta-feira (12). No período, foram comercializadas 10.085 unidades dos modelos importados. No mesmo intervalo do ano passado, foram 3.048 veículos.

Na comparação mensal, maio apresentou leve queda em relação a abril, de 0,84%. Foram 2.360 unidades contra 2.380 do mês anterior. Entretanto, sobre maio de 2007 — quando foram comercializados 666 veículos —, o crescimento das vendas chega a 257%.

Segundo a análise da Abeiva, os números dos primeiros cinco meses do ano permitiram às associadas a aumentar a participação tanto no mercado total de automóveis como no segmento de importados, respectivamente passando de 0,35% (2007) para 0,87% e de 4,2% para 7,4%.

No varejo e no emplacamento as vendas também foram positivas. De janeiro a maio foram 9.166 unidades comercializadas no varejo contra 2.782, de 2007, um aumento de 229%; enquanto em emplacamentos, 9.635 unidades foram registradas nos primeiros cinco meses do ano, contra 2.869 em igual período do ano passado, um crescimento de 235%.

Kia e BMW venderam mais em maio

As importações da Kia e da BMW puxaram os números de maio. De acordo com a Abeiva, no atacado, foram vendidas 1.890 unidades de modelos Kia e 252 veículos da BMW. Os modelos dessas marcas com maior destaque em procura no mês foram o Kia Bongo (396 unidades) e o BMW Série 3 (107 unidades).

Já a SSangyoung teve 163 veículos vendidos no mês, seguida da Porsche (41), Effa Motors (7), Ferrari (4) e Maserati (3).



fonte- Portal G1.

Venda de carros cai em maio, mas é recorde no ano

Nos 5 meses do ano, as vendas somaram 1,151 milhão de unidades, com crescimento de 30,3%

Beth Moreira, da Agência Estado

SÃO PAULO - As vendas totais de veículos no mercado brasileiro totalizaram 242 mil unidades em maio, o que representa uma queda de 7,4% em relação a abril. Na comparação com maio do ano passado, houve um crescimento de 14,6%, segundo dados divulgados na manhã desta quinta-feira, 5, pela Anfavea. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as vendas somaram 1,151 milhão de unidades, com crescimento de 30,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Trata-se de um recorde para o período.

Segundo a entidade, as exportações somaram US$ 1,111 bilhão em maio, o que representa uma queda de 11,1% ante abril. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as vendas externas totalizaram US$ 5,619 bilhões, alta de 10,6% ante o mesmo período do ano passado.

A produção de veículos em maio somou 289,9 mil unidades, com redução de 3,5% ante abril e alta de 12,2% em relação a maio do ano passado. No acumulado do ano, a produção totalizou 1,380 milhão de unidades, crescimento de 21% ante o mesmo período do passado e também recorde para o setor.

O presidente da instituição, Jackson Schneider, afirmou que a expansão do crédito continua sendo o principal motor do desempenho recorde do setor em produção e vendas. De acordo com a entidade, em abril de 2008, o volume de crédito disponível ao setor era de R$ 84,2 bilhões, o que representa um crescimento de 23,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Projeções

A queda nas vendas em maio não mudou as perspectivas de crescimento do setor em 2008. Pelo contrário, a Anfavea revisou os números para cima. Segundo Schneider, a nova expectativa é que as vendas internas somem 3,060 milhões de unidades neste ano, o que representa um aumento de 24,2% sobre as vendas registradas em 2007.

A previsão inicial era de alta de 17,5% nas vendas. Para a produção, a nova projeção é de 3,425 milhões veículos, excluindo-se máquinas agrícolas, o que corresponde a um aumento de 15%, ante projeção inicial de crescimento de 8,9%.

Para as exportações, a nova expectativa é de venda de 780 mil unidades, o que representa uma queda de 1% sobre 2007. Anteriormente, a previsão era de queda de 5,1%. Em valores, a estimativa é de que as exportações alcancem US$ 14,5 bilhões, com alta de 7,4%. Inicialmente a expectativa era de estabilidade em relação ao ano anterior.

"A indústria automobilística brasileira entrou em um novo patamar de produção e vendas, o que nos levou a revisar as projeções para o ano de 2008", disse Schneider. De acordo com ele, o setor consolidou-se em um nível de vendas de 220 mil unidades por mês, e não deverá registrar grandes saltos daqui para a frente.

Para o executivo, a indústria deve continuar atraindo novos investimentos, mesmo com o crescimento menor esperado para o futuro. Ele lembrou que as montadoras programam investimentos de US$ 5 bilhões para este ano e que para o período de 2008 a 2010, a cadeia investirá US$ 20 bilhões. Schneider ressaltou que a indústria começa 2009 com uma capacidade de produção de 4 milhões de unidades e que isso é suficiente para atender à demanda.



fonte- Estadão.

Ribeirão Preto 152 anos - Mercado premium

Carros caros Cidade atrai consumidores em busca de automóveis de luxo de toda a região; lojas comemoram as vendas.

Gazeta de Ribeirão

Ribeirão Preto está entre as principais cidades brasileiras que impulsionam o mercado de carros de luxo, mais conhecido como mercado premium. A desvalorização do dólar frente ao real e o momento positivo da economia têm atraído consumidores de toda região para as revendedoras da cidade.

Esses consumidores—a maioria empresários ligados à cadeia produtiva do agronegócio, executivos e profissionais liberais— são responsáveis pelo crescimento de aproximadamente 48% nas vendas efetivadas nos primeiros quatro meses de 2008, de acordo com informações das concessionárias.

O índice de comercialização supera a média nacional, que ficou em 40% no período, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A entidade registrou o aumento de 11.792 unidades em janeiro para 17.956 em abril, totalizando no quadrimestre a venda de 63.423 carros importados, grande parte de luxo.

Com base nas informações do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavan), as empresas do segmento estimam que a comercialização de veículos da categoria deva manter uma média de 15 mil unidades mensais em 2008. Em 2007, foram vendidos 9.130 ao mês.

As revendas comemoram o bom desempenho no atacado (das importadoras às redes autorizadas de concessionárias). Segundo Luiz Eduardo Guião, diretor do grupo Santa Emília (Volkswagen, Hyundai e Toyota), se for mantido o dólar nos níveis atuais, o mercado premium pode conseguir até dobrar as vendas em Ribeirão neste ano.

"A cidade é a 20 praça em emplacamento de automóveis no País. As vendas de importados sempre foram 10% superiores à média nacional. O fluxo de carros de luxo da Volkswagen e da Toyota, com preços acima de R$ 80 mil em nossas lojas, é diário e permanente porque a demanda da região está grande e promissora", afirma Guião.

Na revenda Eurobike, do grupo BCLV, que reúne as marcas Porche, Volvo, Land Rover e BMW, hoje a maior de Ribeirão Preto, está vendendo cerca de 40 automóveis novos por mês, alguns com preços superiores a R$ 300 mil.

Na concessionária BMW, por exemplo, o faturamento médio mensal chega a R$ 5 milhões, de acordo com o supervisor comercial José Carlos Chagas. "Vendemos uma média de 15 carros zero quilômetro por mês e mais de dez semi-novos e usados. É um desempenho excelente.” Chagas avalia que de todo o público consumidor do mercado premium, os profissionais liberais, são os que mais têm demonstrado interesse pelos automóveis de luxo.

fonte- Gazeta de Ribeirão

Venda de carros usados cresce 46,57% em SP em maio

Por AE

Agência Estado As vendas de automóveis usados em São Paulo atingiram 177,94 mil unidades em maio, o que representa um aumento de 46,57% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com abril, a alta foi de 1,69%. Os dados foram divulgados hoje pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado de São Paulo (Assovesp).

Dos mais de 177 mil negócios de carros usados realizados no mês passado, 71,3% foram realizados com veículos de motor 1.0, o que representa um crescimento de 1,25% em relação ao registrado em abril.

Segundo a entidade, 73% dos negócios em maio foram fechados com algum tipo de financiamento, contra 74% observados em abril. O prazo para pagamento do financiamento aumentou para 49 meses, ante os 47 meses verificados no mês anterior. O saldo financiado do negócio também subiu para 81%, ante 77% de abril.

Motos

As vendas de motos somaram 9,78 mil unidades em maio, o que representa uma queda de 1,15% em relação a abril deste ano. Dos negócios fechados com motos, em média, 70% foram financiados, o que indica uma queda de nove pontos porcentuais em relação ao mês de abril. O prazo médio do financiamento foi de 38 meses, estável ante o mês anterior. O saldo financiado foi de 82%, em média, do valor da transação, ante 85% de abril.

Caminhões

As vendas de caminhões somaram 5,6 mil unidades em maio nas revendas independentes do Estado de São Paulo, com retração de 2,06% sobre abril e alta de 12,81% sobre o mesmo mês de 2007.

No quinto mês do ano, 69% dos negócios com caminhões foram financiados, ante 56% de abril. O prazo médio de financiamento caiu para 42 meses, já que em abril o prazo médio foi de 46 meses. O saldo médio financiado subiu para 66%, ante 65% de abril.



fonte- Portal Exame.

Aumento na venda de carros pressiona cadeia produtiva

PAULO DE ARAUJO
Colabaração para a Folha de S.Paulo


O crescimento da indústria automotiva além das projeções tem obrigado os fornecedores das montadoras a produzir sob estresse.

Baixa capacidade ociosa, trabalho em três turnos sete dias por semana e certa tensão com os fabricantes de veículos são situações vividas com freqüência na cadeia produtiva, segundo relatos de fornecedores de peças.

"Estamos no limite da capacidade, ninguém esperava um boom como esse. É claro que o crescimento é sempre um bom problema, mas já está ficando estressante", afirma Sergio Pin, vice-presidente comercial da Schaeffler Group, que fornece rolamentos, componentes de motores e embreagem para a indústria automotiva.

Na semana passada, a Anfavea (associação das montadoras) revisou suas projeções para 2008. Agora, a indústria espera produzir 3,42 milhões de autoveículos (automóveis, caminhões e ônibus), com crescimento de 15% em relação aos 2,9 milhões de unidades produzidas em 2007. A projeção anterior dava conta de incremento de 8,9% sobre 2007.

A falha nas previsões e a demanda muito aquecida acabaram por pegar os fornecedores no contrapé. "O país é ruim para fazer previsões. Agora, temos de trabalhar como loucos para realizar as entregas. E ainda temos de explicar para a matriz por que não fizemos mais investimentos", acrescenta Pin, que participou ontem do seminário "Revisão das Perspectivas 2008", em São Paulo.

Sob pressão para atender aos pedidos das montadoras, os fornecedores trabalham com capacidade ociosa média de 15%, sendo que 20% é o nível mínimo considerado adequado, conforme informações do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores). Setores como vidros, por exemplo, produzem com folga de apenas 5%. Na semana que vem, a entidade deverá apresentar estudo sobre gargalos e investimentos na cadeia.

Para Orlando Jardim, gerente de vendas de serviços da Rio Negro, fornecedora de aço para as montadoras, a cadeia automotiva levou um "susto" por conta do ritmo de crescimento. "Trabalhamos com a linha esticada. Isso gera insatisfação das montadoras e nos faz perder economia de escala."

O problema é também reconhecido pela Ford. O presidente da montadora para o Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, diz que procura informar seus fornecedores com antecedência sobre as necessidades da empresa. "Mas isso não significa que estejam sobrando peças ou que não possa haver entregas com atraso", ressalta.

Investimentos

De acordo com Flávio Del Soldato, membro do Conselho de Administração do Sindipeças, o setor de autopeças deverá investir, neste ano, entre R$ 3,4 bilhões e R$ 3,5 bilhões, contra aproximadamente R$ 2 bilhões no ano passado, o que deve aliviar o "estresse" na cadeia.

Para ele, além da pressão na produção, a falta de mão-de-obra pode ser colocada na lista dos gargalos "mais sérios" do setor. "Não na quantidade, mas na qualificação de pessoal."



fonte- Folha On-line